Escolha sua rádio favorita
Rádio on-line!
Produtores de erva-mate temem perda de competitividade com aumento de ICMS
Geral | 10/09/2019 06:34 | Jmais | Fotos: da redao

Desde 1º de agosto produtores passaram a pagar 12% de ICMS; antes alíquota era de 7%

Uma polêmica que tem causado barulho no Governo do Estado está respingando forte nos produtores de erva-mate de Canoinhas. Desde 1º de agosto, está em vigor lei que retira benefícios fiscais de vários produtos comercializados em Santa Catarina, entre eles a erva-mate. De modo geral, a erva-mate in natura está sendo vendida com taxa de 5% a mais de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que eleva a alíquota para 12% em vendas dentro do Estado. As variedades que acrescentam açúcar foram para 17%, alíquota máxima, assim como o tererê. Só para se ter uma ideia da desproporção, vendas para fora do Estado são tributadas em 7%, o que compromete a competitividade da erva-mate catarinense.

“Ficamos três anos brigando para reduzir o ICMS dos outros Estados que era de 12% e tinham baixado para 7%. Quando conseguimos ficar com o 7% de alíquota para venda interestadual, o governador tirou o subsídio de 7 para 12% de venda dentro do Estado. Não existe mais cesta básica, só produto popular”, explica Juliane Seleme, presidente do Sindicato dos Ervateiros de Canoinhas e região (Sindimate).

Na próxima quarta-feira, 11, ervateiros do Estado vão se reunir com a equipe econômica do governador Carlos Moisés da Silva (PSL) para tentar enquadrar a erva-mate entre os produtos da agricultura familiar, o que aliviaria a carga tributária.

Juliane exemplifica como a situação é crítica. “Fica mais barato nós mandarmos a erva-mate para outros Estados e colocar de volta no mercado catarinense do que vender aqui”. Ela reforça que o produtor que vendeu erva-mate para as ervateiras na última safra não sentiu os impactos do aumento do imposto, mas ela questiona se ele conseguirá comercializar a safrinha de dezembro.

Preocupação similar tem Luis Mario Dranka, da Erva-Mate Canoinhas, uma das mais tradicionais da região. Ele alerta para o desequilíbrio no meio ambiente. “A erva-mate precisa ter um preço competitivo. Caindo a venda diminui a procura da folha, o que pode derruba o preço da matéria-prima. A hora que não for competitiva, o produtor vai derrubar o que resta da mata nativa para plantar outras culturas”, frisa.

Segundo Dranka, todas as ervateiras perderam 30% de venda nos últimos quatro anos por causa da crise econômica. “Nós (de Canoinhas) temos preço mais alto porque a nossa erva-mate tem reputação melhor”, explica.

 
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
 
Publicidade
Rua José Gonçalves, 333 - Lucena - Itaiópolis - Santa Catarina - 89340-000 - 89340-000 - Fone/Fax: 3652.2279 - E-mail: comercial@cidade1380.am.br
Rádio 107.9 FM, Todos os Direitos Reservados.