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Clima reduz produção de tabaco no Alto Vale
Geral | 23/01/2020 10:13 | Dirio do Alto Vale | Fotos:

A safra de fumo 2019/2020 terá uma redução significativa comparada com a anterior. O excesso de chuva em outubro e a falta dela em novembro e dezembro, além das quedas de granizo, são os principais fatores para a queda na produção em Santa Catarina, especialmente no Alto Vale. 

No Estado, a estimativa da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), é de que a produção não ultrapasse as 35 mil toneladas. Além das condições climáticas, a diminuição na área plantada também contribui para essa queda. Na safra 2018/2019 foram cultivados pouco mais de 93 mil hectares. Na safra atual, esse número chegou a 89 mil. 

O Alto Vale tem pouco mais de sete mil famílias, em 20 cidades, dependem da produção de fumo. De acordo com a Afubra, Imbuia, Vidal Ramos e Chapadão do Lageado foram os municípios da região mais prejudicados pela falta de chuva. As três cidades, inclusive, decretaram situação de emergência por conta da estiagem que prejudicou outras culturas e até mesmo o abastecimento de água. 

Se as precipitações vieram em excesso em outubro, a partir do mês seguinte a escassez passou a ser um problema para as lavouras. A falta de chuva de meados de novembro ao final de dezembro impactou uma série de propriedades. Segundo o presidente da Afubra, Benício Albano Werner, nas regiões mais baixas do Alto Vale, a estiagem pegou uma pequena parte da colheita. 

Já na região alta, caracterizada pelo plantio mais tardio, a estiagem afetou o desenvolvimento das folhas. Ele acredita que esse cenário contribui para a perda na qualidade do tabaco.

“Essa estiagem veio em um momento definidor para a produtividade da safra. Muito sol estressa a planta e a queima, gerando perda de qualidade do tabaco”, explica. 

Na região que responde por parte expressiva do tabaco catarinense, o sentimento dos fumicultores é de frustração. Em Imbuia, o período sem chuva entre novembro e o fim de dezembro prejudicou o cultivo. Como o plantio na região é concentrado no último trimestre, muitos agricultores conseguiram escapar ou, pelo menos, atenuar os efeitos do período de chuva em outubro. No entanto, justo no momento em que a safra costuma avançar, eles depararam com os efeitos da estiagem nas lavouras. 

Com quatro hectares de fumo, Alcione Heinz estima que obterá menos de nove toneladas nesta temporada, contra 11 do ciclo anterior. O estrago só não deve ser maior porque a chuva ocorrida no fim de 2019 deu trégua aos problemas. Mesmo com a possibilidade de redução na safra catarinense, o presidente do Sinditabaco, Iro Schünke acredita que haverá matéria-prima suficiente para atender à demanda internacional em 2020. O dirigente avalia que o dólar mais atrativo para os exportadores, que está acima dos quatro reais, pode tornar o produto brasileiro mais competitivo no cenário externo. 

O Brasil é o segundo maior produtor e o maior exportador de tabaco do mundo. O principal destino do fumo é a União Europeia, que representa em torno de 40% da vendas. Em seguida, aparecem China e Estados Unidos na relação de maiores compradores. 

 

Por: Luana Abreu/Diário do Alto Vale

 
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